Reconhecido os sintomas do pânico, certamente foi dado um grande passo para a cura. É necessário disposição para o tratamento que, como já foi mostrado, pode ser feito com um médico amigo ou o pastor que bem de perto conheça o problema. Aliás, é o “homem de Deus” que sabiamente discernirá se o caso é somente para aconselhamentos ou, mediante a audiência que tiver com a “ovelha”, a ajuda de um profissional da área para uma prescrição medicamentosa. A medicina evoluiu muito. A contribuição à área de doenças emocionais foi marcante, não há dúvida.

A vitória sobre a Síndrome do Pânico (SP) começa na disposição de fazer o tratamento. Volto às palavras de Jesus: “Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes” (Mateus 9:12). Tal decisão, é claro, deve estar acompanhada da confiança nas promessas do Deus altíssimo, pois, como está escrito: “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena” (Provérbios 24:10). Há, repito, uma relutância em procurar ajuda médica. Abrir o coração e revelar o que sente ao pastor, nem pensar. Tal relutância é própria da doença. Mas a cura envolve ajuda, pastoral ou médica. É importante gravar na mente que a cura existe. Pânico tem cura.
Alisto os meios que ajudam a vencer tal doença:

- Aceitar a doença – quando afirmo “aceitar” não significa, é claro, gostar. É enfrentar e conviver com uma realidade. Se sofrer de Síndrome do Pânico, enfrente-a. Quando surgir às crises, basta compreender que elas simplesmente – em mais ou menos 20 minutos – passarão.  A crise não vai matá-lo nem levá-lo à loucura. Respire fundo, acalme-se e elas passam. Basta uma conscientização de que você é assim mesmo. Não dê importância ao suor nas mãos e pés, formigamento, aparente sensação de desmaio, falta de ar, etc., dentro do quadro do pânico. Se parar para pensar sobre o assunto vai perceber que nunca morreu, não ficou louco nem desmaiou (pode acontecer desmaios por outros motivos). Com esta aceitação, vivendo a sua realidade, a doença começa ser vencida.

- Ansiedade intensa pode desencadear ataques de pânico – Não se apavore. A ansiedade oriunda do sistema nervoso enfermo provoca crise de pânico. O Boletim do Serviço de Informações Roche diz o seguinte: “O ataque de pânico é uma reação fisiológica que, por mais terrível que seja, vai embora no tempo determinado.
Se você enfrentar o ataque de pânico, ou seja, apenas esperar que ele acabe, verá que seu tempo de duração não é tão longo quanto se imagina. Relaxar e respirar são recursos que ajudam a suportar os minutos tão difíceis. Não acredite que evitando as situações onde você imagina que terá um ataque de pânico vai ajudá-lo a livrar-se dele.

- Deus o ama – Deus nos ama pelo que Ele é. Sendo Ele o que é, somos aceitos como somos. Logo, aceite-se como é, com pânico ou outro problema que existir. Aceitar Jesus Cristo não significa ficar sem crise. Significa isso sim, uma nova vida fugindo do pecado. A Palavra de Deus terá um indescritível valor para levá-lo à vitória. Assim sendo, “tire o foco de si mesmo” e pare de lamentar-se, achando que só você sofre. Tenha mais interesse pelos outros. A tendência de quem tem pânico é virar-se para si. Isolar-se. Sofre e causa sofrimentos aos queridos seus. Portanto, lute, “não se deixe vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” – (Romanos 12:21). “Se perceber que está ruborizado, suando ou tremendo, lembre-se de que estes sinais são mais perceptíveis para você do que para os demais. Em poucos minutos estas sensações mais intensas cedem e desaparecem”. (Boletim do Serviço de Informações Roche).

- Pânico não é doença psíquica
– Não é, embora o nome sugira. O Dr. Dorgival Caetano, uma das maiores autoridades sobre a doença no país, sobre outros sintomas ele acrescenta: “... Alguns pacientes podem sentir vontade de urinar várias vezes, o paciente acredita que vai jogar seu carro contra o outro, por exemplo. Se estiver num apartamento, acha que vai se atirar pela janela. Felizmente, ninguém morre ou perde o controle numa crise de pânico, mas ele tem a nítida sensação de que isso vai ocorrer...

“... A crise de pânico é decorrente de uma descarga de noradrenalina no organismo. É uma disfunção fisiológica, tanto é assim que melhora com o tratamento farmacológico. Os pacientes são tratados com medicamentos que atuam diretamente no sistema nervoso central. “Eles equilibram a descarga de noradrenalina, evitando que haja esta liberação típica e, conseqüentemente, a crise” – explica o especialista. Ele afirma que a doença também tem um componente genético: cerca de 31% dos parentes em primeiro grau (pais, filhos ou irmãos) de pacientes com síndrome do pânico, também manifestam a patologia. Além das origens físicas há o fator psicológico: como qualquer outra doença a síndrome do pânico pode ser agravada ou atenuada de acordo com a situação externa desfavorável. Se o paciente estiver estressado, por exemplo, as crises pioram”.

“O especialista, Ph.D pela Universidade de Cambridge – Inglaterra, também comenta que o reconhecimento da doença por parte dos profissionais da saúde mental, e mesmo por parte dos leigos, tem contribuído para a evolução do tratamento”.

“Em dez anos de dedicação a esta doença, depois de ter tratado mais de mil casos, o Dr. Dorgival dá a melhor notícia: a Síndrome do Pânico tem controle em 100% dos casos”.

“Pelo tratamento básico, o paciente recebe medicação e dentro de duas a quatro semanas está com as crises bloqueadas. “Mesmo assim, ele deve manter a medicação por seis meses, porque se interrompê-la antes disso, há o risco de a síndrome voltar a se instalar” – expõe o especialista. Algumas pessoas voltam a manifestar a doença e passam a tomar doses mais baixas do medicamento e durante um período menor (três a quatro meses). Outras precisam permanecer tomando a dose mínima” – (Revista Manchete – 05 dez 1994).

Diante do que nos é apresentado na matéria da jornalista Nancy Campos, está cientificamente provado que a Síndrome do Pânico é uma doença. Tal descoberta ajudará, com certeza, muitos crentes a se posicionarem melhor diante da enfermidade. Os que dela padecem, buscando a devida ajuda para o controle da doença; os que não sofrem de pânico, certamente estarão mais elucidados a “levar as cargas” dos que sofrem. E que benção podem ser os que sabem ajudar!

Enfim, o que é preciso ficar bem claro, a Síndrome do Pânico tem cura. O crescimento da ciência – especialmente na área da medicina, graças ao eterno Deus, muito tem beneficiado o homem. E aqui, para colocar o ponto final neste capítulo, nada melhor do que lembrar as palavras do salmista: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem. Pois ele conhece a nossa estrutura, e sabe que somos pó” – Salmos 73:26; 103:13-14).

Ao citar o texto total ou parcialmente, CITAR AUTOR e FONTE!
Texto gentilmente cedido pelo autor pastor José Infante Jr - Primeira Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista. Abril/2000
Caixa Postal 20 - Cep: 45.000 - 000 - Vitória da Conquista - BA.
por Vilson Ferro Martins - em 15 de junho 2010.

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