MÓDULO 4

IV – ROCK, Certo ou Errado?

A) Uma olhada de Perto na Música Rock

1) Uma ferramenta de Influência:

2) E as palavras?

3) As Características do Rock.

1) Uma ferramenta de Influência:

A grande maioria dos músicos cristãos não conhecem música a fundo. Não sabem as técnicas, os meios que são usados para conseguir certos efeitos, então a atitude para a maioria das pessoas é:

- “Para mim é legal”; “Eu acho bacana”; “Eu acho bonito”; “É meu estilo”; “É minha opinião e minha opinião é tão boa quanto a sua”.

Eles não sabem, que de acordo com estudiosos... de acordo com eruditos que entendem a influência que a música contemporânea tem tido na sociedade ocidental, música tem sido a ferramenta principal para moldar PENSAMENTO e FILOSOFIA.

A MÚSICA tem mudado uma cultura INTEIRA! Especificamente ROCK que tem permeado nossa sociedade.

Ora, se tem mudado a sociedade, então pergunta-se: Em que DIREÇÃO? Em que direção as mentes e os pensamentos das pessoas estão sendo levados pela música ROCK?

No livro “Música Rock” de William J. Schafer – um músico secular estudioso que já foi citado, ele disse:

“Devemos ver música rock... como um dialeto principal na linguagem da Cultura”. “Uma forte contra-cultura tem se construído em volta de uma sensibilidade musical, com música como um modo básico de comunicação e expressão estética”... e continua “...a música rock tem siso a ferramenta para alterar consciência”.

Esse autor, chama a música rock de “FERRAMENTA” e não apenas “ENTRETENIMENTO”. E olha que ele não é contra música rock. Trata-se de uma fonte secular que não critica o rock, apenas, o analisa e descreve o impacto do mesmo na sociedade. Ele afirma que é um “método” para mudar os “pensamentos” das pessoas... da sociedade. Então, devemos mais do que nunca perguntar: Em que direção?

Ele dá a resposta clara:

“...Rock tem agido como um catalisador, uma força unificadora e amplificadora de idéias e sentimentos. É um meio de comunicação; um meio de comunicar emoções...o meio é a mensagem. Associado ao Rock, por exemplo, está uma seita de irracionalidade, uma reverência ao instintivo, ao visceral – uma desconfiança da razão e da lógica...”

e...

“Esta forma de anti-intelectualismo pode ser altamente perigosa, pode levar a modos totalitários de pensamento e ação. Ligado a este anti-intelectualismo está um interesse no oculto: mágica, superstição, pensamento religioso exótico, qualquer coisa contrária às principais tendências de pensamento ocidental”...

Continua...

“Também diretamente ligado ao Rock está uma obsessão com a mente inconsciente; a força da cultura de drogas tem sido a sua promessa de revelar o homem instintivo, escondido, de libertar o indivíduo de restrições e limitações da sua mente e do seu corpo físico total (bruto)”.

Então, essa filosofia que ele está expondo, através desta ferramenta – desse meio de comunicação que é o “Rock”.

Música em si tem um impacto – sem palavras ela impacta muito. (Exemplo: Uma mesma cena, mas com dois tipos de fundo música). A música tem mais impacto do que as imagens.

As palavras praticamente são desconsideradas, porque a música – o SOM – fala mais alto e mais poderoso.

Assim, a filosofia que o Willian Schafer está expondo, é TOTALMENTE contrária a vida cristã.

Alguém pode dizer: AH, mas nem todas as palavras são ruins”

- MÚSICA – COMUNICA SEM PALAVRAS.

A música Rock tem influenciado uma cultura inteira, nações estão sendo influenciadas pela música rock.

A Música – O SOM – é que de fato comunica. As PALAVRAS somente reforçam a MENSAGEM da MÚSICA. A melodia gera pensamento, portanto, pode-se dar “letras” a música (som) que se ouve. As palavras só reforçam a música.

Por exemplo: Quando morre uma celebridade, quais tipos de música que tocam? Eles não vão tocar Rock, pois, é destoante do acontecimento em si. (morte do papa).

De acordo com Willian Schafer, música comunica em um nível abaixo das palavras e de acordo com centenas de especialistas as palavras podem sem praticamente desconsideradas.

Também Somin Frith, (formado na Universidade Oxford e Universidade de Califórnia em Barkley- Professor de Sociologia em Univ. Warwick – Inglaterra) em seu livro disse:

“Efeitos Sonoros, Juventude, Lazer e a Política do Rock & Roll afirma: “Sociólogos de música popular têm sempre seguido pelos termos mais fáceis da análise das letras da música. Tal abordagem com base nas palavras não ajuda a chegar ao significado do rock. A maioria dos discos faz o seu IMPACTO MUSICALMENTE EM VEZ DE POR PALAVRAS. As palavras, se forem percebidas, PENETRAM DEPOIS DA MÚSICA TER DEIXADO SUA MARCA”.

Quantas pessoas que conhecemos que compram cd´s em inglês e não sabem absolutamente nada sobre a língua?

Na maioria das vezes nem quem domina a língua consegue entender as letras – mas eles gostam da música. É o impacto musical.

Ainda Simon Frith em seu livro descreve certos significados e implicações sexuais através da música nos concertos e nos discos. Ele mostra que há sons, as técnicas, e atos nos shows não são inofensivos e ingênuos, mas planejados, ensaiados e projetados para comunicarem uma mensagem. Nada é por acaso.

Daí, quando conversamos com os “salvos” eles dizem assim:

“Olha, eu me preocupo com as palavras. Se elas são boas ou ruins...”. Alguns dizem: “Mas, são palavras de amor..” - Que tipo de amor?

O próprio mundo diz que isso pode DESCONSIDERAR...

Continuando, Simon descreve o Rock dizendo:

“...a música é alta, insistente no ritmo, construída em volta de técnicas de excitação e liberação. As palavras são dogmáticas e arrogantes, mas as palavras exatas são menos significativas do que os estilos vocais envolvidos, a gritaria estridente e os berros”.

Vamos considerar de outra fonte secular - as palavras do dr. Steven Halpern (Palestrante famoso na área de Saúde e Nutrição) – Que descreve o impacto da música em nosso corpo. Sobre os “sons” em nossa sociedade. Portanto, convém considerar o que ele diz a luz do que estamos estudando – MCC.

Olhe só o que ele disse:

“PALAVRAS SÃO INCIDENTAIS no seu melhor, ou monótonas e ridículas como sempre. Mas o ponto é, que elas não tem importância. O QUE FAZ VOCÊ DANÇAR É A BATIDA (o ritmo) o baixo e a bateria e com esta mistura e volume, a batida não é somente percebida, mas literalmente sentida, enquanto este aspecto do SETOR RÍTMICO PREDOMINA SOBRE A MELODIA E A HARMONIA”.

Assim,

Além de ele mostrar a insignificância das palavras ele ainda atentou para a “ordem” na música. Ele disse TRÊS partes da música:

- MELODIA

- HARMONIA

- RITMO

Veremos mais a frente sobre isso.

O dr. Steven está dizendo que música é mais poderosa, por exemplo, do que artes gráficas. Você não observa um quadro sensual e começa dançar em frente dele – porque ele é sensual. Não faz sentido! MAS a música faz isso. Ela tem impacto mais forte do que aquilo que vemos.

Só o balanço da mesma nos faz dançar!

Vejamos uma das poucas fontes cristãs para este estudo. “O Estilo de Vida Disciplinado” por dr. Richard Taylor – (formado em Boston). Neste estudo ele aborda frequentemente a música e ele diz:

“Palavras são coisas tímidas. Decibéis e batidas são coisas OUSADAS...que podem facilmente enterrar as palavras sob uma avalanche de sons. Um pouquinho de religião adicionada irá acrescentar à apresentação uma aura falsa de santidade, mas não será um instrumento que o Espírito Santo poderá usar para trazer avivamento e convicção”.

As vezes as pessoas questionam: “Ah, mas nestes shows acontecem muitas decisões... Isso é discutível. Conversão genuína, bíblica e verdadeira não é o que temos visto.

Para convencer que “palavras” são verdadeiramente insignificantes, veremos outra abordagem por Willian J. Schafer. (Música Rock). Ele diz:

“Comentarista de rock frequentemente descrevem a música como uma troca de consciência, uma conexão de sensibilidades além do nível verbal, comunicação sem palavras, sem conceitualização verbal”.

“No ROCK não há separação entre FORMA (som) e CONTEÚDO (letras), já que as duas são FUNDIDAS EM UMA EXPERIÊNCIA CONTÍNUA, um pacote de impressões e sentimentos simultâneos”.

Portanto, não temos como separar para avaliar, pois, estão amalgamadas (som+letras).

Apesar de “n” fontes dizer que a música rock – é uma ferramenta para comunicar uma mensagem própria – alguns crentes ainda afirmam que usarão o Rock para evangelizar jovens.

O argumento é: Vamos usar MCC – rock para atrair jovens, pois, eles gostam de rock.

Se você souber o que significa ROCK, chegará a conclusão de que é um ABSURDO falar isso.

É o mesmo que dizer: Vamos atrair jovens com um strip-tease cristão ou algo assim. Vamos distribuir revistas pornográficas na igreja para atrair jovens. Certamente que atrairá, MAS...

Um anuncio – EVANGELISMO COM UMA BATIDA.

Eles mostram, segundo a propaganda que é possível EVANGELIZAR. Vamos usar este CD para evangelizar os jovens.

Então, pergunta-se: Este é o alvo, o propósito da música sacra? Qual é o propósito da música sacra?

1) Louvar e glorificar a Deus;

- Em mais de 100 das 500 referências mostra que é para louvar e glorificar a Deus.

2) É para ENSINAR, ADMOESTAR e ENCORAJAR;

- Colossenses 3:16

- Efésios 5:19

3) Unir os cristãos

- Jeremias 31:12

- Romanos 15:5-9

4) Evangelizar (os que mais as pessoas usam)

- Atos 16:25-30

- I Crônicas 16:23

- Salmos 40:1-3

- Salmos 96:2

Vamos analisar Atos 16:25-30. Paulo e Silas na prisão:

- O que eles estão fazendo lá? Eles estavam orando e CANTANDO HINOS a DEUS! (Sempre ao Senhor).

...E, o carcereiro ouviu a música deles... esse converteu ao Senhor! Amém? Foi isso?

Versículo 25: “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam”.

E o carcereiro? Onde eles estava? DORMINDO...

Versículo 27: “E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido”.

Quem de fato ouvir, foram os outros presos. Isso fica claro na Bíblia... Mas, quem aceitou a Cristo aquele dia? O carcereiro.

Deus fez uma grande obra naquele lugar, mas a quem Paulo e Silas cantavam? Ao Senhor!

Não era um meio de evangelismo. O carcereiro sequer ouvir os hinos. A música não o afetou.

O Salmo 40:1-3 vai dizer que “Deus pôs um novo cântico em meu coração e muito o VERÃO ( não ouvirão) mas, VERÃO.

Então, música pode ser usado como ferramenta de evangelização: SIM, mas na ordem bíblica. Em cada referência vemos que música é (deve ser) dirigida A DEUS! Os pontos 3 e 4 são complementos ou sub-produtos do 1 e 2 – que é LOUVAR A DEUS e ENSINAR A DOUTRINA.

Portanto, louvar a deus e ensinar a doutrina em primeiro lugar. Evangelização e unir os crentes é uma conseqüência que Deus “pode” usar. A Bíblia NUNCA mostra que música é para evangelização.

Vamos ver o que Steve Lawhead (um ex-editor da Campus Life Magazine e que escreve um livro em defesa do Rock cristão” e totalmente a favor do MCC diz. Interessante que sua defesa está em linha com tantos outros autores já citados. Vejamos:

“Mesmo quando o intento não é expresso verbalmente; o impacto emocional da música é geralmente inconfundível. Em outras palavras. A mensagem é passada alta e claramente emocionalmente, mesmo não sendo entendida cognitivamente”.

Ora, ele está dizendo que música tem um impacto emocional, mesmo se não entendemos as palavras.

Então, só nos resta perguntar:

Como que algo que comunica sensualidade pode ser usado para adorar ao Senhor ou pregar o Seu Evangelho?

Ele mesmo responde – ainda que sendo a favor da rock:

“Quando os ritmos de rock são usados com a intenção de adoração, louvor, edificação ou qualquer outro propósito maior, ela se torna um animal distintamente diferente do que a besta devoradora e furiosa à solta pela maioria dos álbuns de rock. É diferente porque é infundido com um propósito diferente”.

Notemos que ele nem falou sobre “as palavras”, mas, falou sobre o que? Os “ritmos”.

Ele está dizendo que o ritmo (aquela parte que o mundo chama de perverso, sensual, destrutivo, sexual...) essa parte da música ele falou que ela é usada com bons propósitos. Em outras palavras ele está dizendo: Veneno não mata se for administrado com amor.

Veneno mata, não importa qual o motivo. Mesmo que seja compaixão...

Um famoso músico chamado Pablo Casals , disse que:

“Rock é veneno em som”.

Um livro interessante de Neil Postman, cujo título é “Nos Divertindo a Beça” (No inglês “a beça” é “à morte”). Ele, um crítico respeitado, educador, sociólogo e teórico de comunicação. Já escreveu mais de 15 livros. É professor de Artes e Ciências da Comunicação –Univ. NY e Columbia University). Ele faz citações que mostram claramente a abordagem simplista de Lawhead. Ele diz:

“Afirmar que tecnologia (música) é neutra...é simplesmente ESTUPIDEZ”.

Na realidade ele mostrou quão ridículo é o apontamento de Lawhead – que é a favor de Rock cristão. Neil continua dizendo:

“É inocência pensar que algo que tem sido expresso numa forma pode ser expresso noutra sem que haja mudanças significativas em seu SIGNIFICADO, TEXTURA ou VALOR”.

Em outras palavras ele está afirmando:

- É um absurdo você tentar unir letras cristãs com o modo de comunicação do mundo – no caso a música rock – e esperar que o significado e a comunicação vão permanecer o mesmo. Não tem como pegar – palavras boas – com este meio de comunicação ajuntar e vai ficar bom. Não dá. Um vai influenciar o outro.

Novamente a pergunta:

- Algo que comunica sensualidade pode ser usado para adorar ao Senhor e pregar o Seu Evangelho?

Lawhed em seu livro afirma que sim! Se for com o móvito certo... para o ganhar almas, por exemplo!

Dizer que o CERTOU ou ERRADO é estabelecido por você... Se você fala assim: - Você só pode julgar se eu estou fazendo com o móvito certo ou não!

Então, você simplesmente virou o seu próprio juiz. Ninguém pode te julgar.

Ah, mas a Bíblia diz que não devemos julgar... Mas a Bíblia também diz para fazermos um santo juízo – naquele mesmo trecho. Nós temos que julgar. De fato não podemos julgar a motivação de alguém – mas se a ação é correta ou não de acordo com princípios da Palavra de Deus.

- Mas se alguém diz: Mas, eu faço por amor... para ganhar almas... Logo, você se torna única autoridade e ninguém pode julgar, responsabilizar por suas ações.
Isto é filosofia bíblica?

Absolutamente que não. Isso é filosofia do mundo!

Portanto, não adianta dizer: “Estou fazendo com o motivo certo – ganhar almas”.

Quando alguém diz que o que determina o CERTO ou ERRADO é a motivação, está adotando a filosofia anti-bíblica de EXISTENCIALISMO.

Existencialismo: Eu faço por amor, portanto, não me julgue!

Qual rei de Israel tentou justificar sua desobediência alegando “motivo” certo?

- SAUL – (I Samuel 15:10-23). (Eu fiz isso para ADORAR ao Senhor...). Saul tentou usar esta filosofia de existencialismo – eu fiz com motivo certo. Que disse Samuel?

“Eis que o OBEDECER é melhor do que o sacrificar” – (I Samuel 15:22).

Verdadeira adoração e louvor acontecem em completa obediência às ordens do Senhor e de Sua Palavra. Para Deus não importa o motivo do coração de alguém se Ele já instruiu em Sua Palavra como deve ser.

Lawhead “prega” que se pode adorar a Deus da maneira que quiser... Você adora Deus da sua maneira e eu da minha maneira. A Bíblia diz que os verdadeiros adoradores O adoram em espírito e em verdade. Essa é a instrução bíblica!

Falamos tanto já em música, mas qual é a definição do dicionário para música. Veremos que o Dictionary Webster em sua definição de música evidencia as três partes que compõem a música.

“A arte de combinar sons ou tons vocais e instrumentais em variadas MELODIAS, HARMONIAS e RITMOS”. Estes são os três ingredientes de música.

Recapitulando:

IV – Rock, Certo ou Errado?

A. Uma olhada de perto em Música Rock

1. Uma Ferramenta de Influência

2. As palavras são irrelevantes

3. As Características de Rock

AS CARACTERÍSTICAS DE ROCK:

1) Batidas FORTES e constantes (o ritmo é a parte dominante do som. É alta, têm uma alta ênfase na batida e isso distingue o Rock de qualquer outro tipo de música).

2) Repetição

3) Volume alto

O que isso significa?

No livro (secular) A Arte de Rock & Roll de Charles T. Brown, ele discute muitos tipos de rock que evoluíram desde que foi popularizado por Elvis Presley. Ele diz:

“Talvez a mais importante qualidade para definição de Rock & Roll seja sua batida... Rock & Roll é DIFERENTE DAS OUTRAS MÚSICAS PRIMORDIALMENTE POR CAUSA DA SUA BATIDA”.

E ele continua descrevendo o caráter da batida do Rock & Roll:

“Rock também tende a MARCAR FORTEMENTE OS TEMPOS DE COMPASSO 2 e 4, acentuados pelo baterista, num compasso de 4 tempos. A maioria dos outros tipos de música acentuam os tempos 1 E 3”.

Isso é uma definição do que é Rock. Não mais tenha dúvida a respeito se é Rock ou se não é. Pela Batida se identifica o estilo. Charles afirma que o “back beat” a “batida de volta” – a 2 e 4 - é que define o Rock & Roll. Isso é feito principalmente pela bateria, mas pode ser também por guitarra, violão...

No livro A Arte da Improvisação, um excelente livros para arranjos em igreja, mais no estilo clássico, no piano, nele o autor diz:

“Quando você for tocar música, como deve ser sua “frase” musical?

A batida 1 é a mais importante batida do compasso. Deve receber mais ênfase do que as outras. Quando uma música está 4 x 4 as batidas 1 e 3 são as batidas fortes, apesar de que a 3 não é tão forte quanto a 1. As batidas 2 e 4 são as fracas. Ele explica como se deve tocar a música.

[Exemplo]: Ouve-nos pastor divino:

O que os espertinhos do Rock fizeram?

Eles pegam as batidas 2 e 4 e dão ênfase a elas. Elas é que se tornam fortes. Os músicos sabem muito bem o que eles estão fazendo com a música. E tem explicação para isso.

O que é Rock?

1 e 2 e 3 e 4 / 1 e 2 e 3 e 4 / 1 e 2 e 3 e 4 / 1 e 2 e 3 e 4

O estilo onde SEMPRE é enfatizado a 2 e a 4 batidas. Pega-se a batida “ volta”.

Isto é ROCK estabelecido por autoridades que entendem muito bem do assunto. Então, porque a ênfase na batida?

Carol Merle-Fishman e Shelley Katsh, duas terapeutas músicais, nos ajudam a entender dando-nos respostas. Elas dizem:

“É através de nossos corpos que primeiramente respondemos ao ritmo da música”. Ou seja, A parte do ritmo corresponde ao nosso corpo.

Assim, convém falar da Ordem Correta na Vida Cristã:

1) Espírito – (Buscai primeiro... o reino de Deus...)

2) Mente –

3) Corpo (sob controle)

Já citamos anteriormente este sociólogo inglês – Simon Frith – ele fala claramente da importância da batida em música rock. É importante lembrar e entender.

Numa secção do livro dele (lembre-se – secular) chamada “Rock e liberação Sexual” ele diz:

“É comum falar sobre a SEXUALIDADE da música, referindo-se, com isto, ao ritmo da música – É A BATIDA QUE EXIGE UMA RESPOSTA FÍSICA DIRETA”.

[Exemplo]: Sandi Patti (You Sing The Hits Of) – Uma das mais populares cantoras de MCC.

Notem o 1 e 2 e 3 e 4 -

Nosso corpo reage a batida, ao ritmo.

Isto é errado? Não necessariamente, mas depende da batida... depende do ritmo.

Neste caso é a batida do Rock & Roll.

[Ouça a batida de Rock nesse coral]. Note como a bateria acentua 1 e 2 e 3 e 4

Podemos dançar com isto? Certamente!

Ouviremos outro exemplo, onde a batida de Rock é ouvida.

Lembre-se que é essa batida que os especialistas estão analisando.

Aqui ela aparece de forma mais discreta, suave, delicada e desenvolvendo aos poucos de uma forma mais sutil.

[Our great Savior – HYMNS ]

Assim, não podemos ignorar o conhecimento do “mundo” a respeito do assunto evitando extremismos.

Há por exemplo, evidências documentadas provando o efeitos do ritmo sobre o corpo humano. Carl E. Seashore, que estuda e escreveu “A Psicologia da Música” nos dá uma informação conclusiva:

“...a percepção do ritmo envolve o organismo inteiro”.

Ainda não convencido?

Então escute este médico, dr. Steven Halpern discutindo a influência do BAIXO elétrico, o instrumento rítmico principal do grupo de Rock sobre o corpo. Ele diz em seu livro: “Tunning the Humam Instrument – Afinando o Instrumento Humano:

“Eu gostaria de lembrar os nossos ouvintes que este não é um conceito novo. Há tradições pelo mundo todo que mostram o poder que a música tem para exercer influência específica sobre certas partes do corpo, sem falar da influência sobre as emoções “paixões” do homem. Temos o testemunho de tocadores do (contra) baixo elétrico que confirmam que o efeito sensual de seus instrumentos de tom baixo não é desperdiçado, especialmente entre os membros femininos da platéia”.

Também em “Música Rock – Cultura, Estética e Sociologia” por Peter Wicke (ele recebeu doutorado por uma tese sobre a estética da música popular. É o Secretário Geral da Associação Internacional para o Estudo da Música Popular. Em seu livro, mais especificamente no capítulo 3 – “ A Estética da Sensualidade” ele diz:

“Portanto há uma verdade sensual por trás da música rock, que não é ligada à lógica do detalhe estrutural, mas, ao invés disso, ao SOM, uma das características superficiais da FORMA MUSICAL. Esta FORMA MUSICAL corresponde ao módulo de percepção e uso no qual a música NÃO É vista como uma FORMA DE EXPRESSÃO semelhante à linguagem com estruturas prescritas de significado, mas como UMA EXPERIÊNCIA SENSUAL DIRECIONADA AO CORPO”. (p.72).

Então, cada vez mais vamos nos dando conta se é ou não apropriado aos salvos...

Fica evidente o IMPACTO que a música Rock dá ao corpo – impacto SENSUAL, o Peter Wicke está afirmando.

Então, como algo assim pode ser usado na adoração e na pregação do Evangelho? Como?

Ainda o dr. Steven Halpern em seu livro Afinando o Instrumento Humano, sugere:

“O volume alto, a bateria, e a repetição da maioria dos estilos de Rock contemporâneo trazem uma semelhança, não por coincidência, à música de transe encontrada em outras partes do mundo”.

Já ouvir o testemunho do africano que se converteu, veio para os EUA e quando ouvir a música Rock disse que era exatamente o que eles cantavam para os espíritos?

A fonte, a origem é a mesma. A raiz é a mesma.

Então, o que este tipo de “batida” – ROCK – tipo de “música” (esqueça as palavras) comunicam. Qual é a mensagem?

Vamos ver este artigo da TV Guide, intitulado “Herois do Rock & Roll, por Elle Willis. Ela é bem conhecida por escrever muitos artigos sobre música rock no jornal New York. Ele escreveu:

“Apesar de a música ter mudado através dos anos, os impulsos rebeldes que a criaram permanecem os mesmos... Eu mais uma vez fui lembrada do apelo básico de Rock & Roll – sua qualidade irreverente e zombadora. Tudo que tinha a ver com o antigo R&R, desde sua batida sexy e letras sexy até o grito de Little Richard e os quadris de Elvis Presley e o piano anarquista de Jerry Lee Lewis, era uma desgraça aos presunçosos e incompetentes do mundo... era considerada uma ameaça racial e sexual ao estabelecimento... Rock & Roll ainda era divertido, mas era algo mais – o meio de comunicação global de uma grande convulsão cultural”.

Agora, este jornalista e escritor M. Stanton Evans escreveu um artigo tentando analisar a violência na sociedade, e sobre a própria morte de John Lennon que foi assassinado e outros figuras ilustres, e chegou a seguinte conclusão sobre a influência da música na sociedade:

“O elemento mais notável nestes episódios é a predominância de um zelo revolucionário esquerdista de uma forma ou outra, mas até isto é mais um sintoma do que uma causa. O que é refletido em o nível mais profundo é um vazio metafísico, de um tipo promovido por filósofos na moda, que tem como meta destruir valores e crenças tradicionais. É o vazio que o próprio John Lennon ajudou a encorajar na mensagem *niilista de suas músicas”.

*O que é NIILISMO? (Michaelis)

- É uma filosofia de redução ao nada; aniquilamento.

- Antigamente uma Seita anarquista russa que preconizava a destruição da ordem social estabelecida sem se ocupar de substituí-la por outra.

- Descrença absoluta.

Portanto, é uma filosofia de que não deve existir certo ou errado, bom ou mal, religião, ética, moral, bons costumes... sem absolutos...

Foi o que John pregou nas próprias letras de suas músicas. “Imagine”, por exemplo (que para mim trata-se de um hino da Nova Era).

O autor do artigo diz que essa própria filosofia de John Lennon acabou matando ele.

Allan Bloom, professor na Univ. de Chicago em seu livro “The Closing of the American Mind” – Fechamento da Mente Americana – ele diz:

“Música Rock tem um apelo somente, um apelo bárbaro ao desejo sexual – não amor, não Eros, mas desejo sexual não desenvolvido e sem restrições”.

Destes artigos que lemos, que TEMAS evidenciam-se (são desenvolvidos e transmitidos)através da Música Rock?

1) REBELIÃO

2) SENSUALIDADE

3) ANARQUIA

4) REVOLULÇÃO

5) NIILISMO

O sociólogo inglês Simon Frith em seu livro Sound Effects, Youth, Leisure and the Politics of Rock & Roll, ele diz:

“Fãs de Rock…sempre souberam que a verdade sensual da música não depende de regras de expressão... Respondemos à materialidade dos SONS da música rock e a experiência de rock é essencialmente ÉRÓTICA”.

Esta não é somente a opinião de Bloom. Martha Bayles em seu livro Hole in our Soul – Buraco em sua Alma, ela diz:

“Seria absurdo argumentar que o Rock & Roll dos anos 50 é “religioso” no sentido de ser etéreo, reflexivo, e contemplativo, em oposição ao físico, emocional e ERÓTICO”. (p. 132).

Portanto,
Existe alguma justificativa para usar este tipo de música para Adorar e Evangelizar?

Porém, nos círculos cristãos não somente está sendo ouvido, mas cada vez mais aceito como música para ministério – para ministrar.

No livro The Greening of América de Charles A. Reich – onde ele fala da mudança da consciência na cultura ocidental, mas de forma tão absurda que não é conveniente nem citar – ele fala como a música rock tem mudado a cultura, a vestimenta, a moral, a arte, a religião, tudo. É poderosa essa “linguagem”.

Se isso é verdade? Se tem tanto impacto assim? Se ele fala de uma sociedade que está obcecada por sensualidade...

Talvez você diga que não, mas dê uma olhada ao redor?

Diga que a música não tem nada a ver com isso?

Então, o que a Bíblia diz:

“MAS revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” – Romanos 13:14.

O que nós estamos permitindo que entre em nossas vidas? Corações? Mentes?

Música que alimenta a carne – a parte física, sensual e sexual, segundo os estudiosos OU o que nos reveste do Senhor?

“Não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”. – I João 2:15-16.

E este tipo de música? É do mundo?

Se é, então... como fica? NÃO AME!

“Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Como e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo”. – Provérbios 23:7.

Música atinge O CORAÇÃO! A parte que devemos cuidar.

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